sábado, 7 de outubro de 2017

Dieses Licht







"Até a luz me é estranha.

Um excesso de luz.

Certas cores que não deveriam ocorrer num céu saudável."


José Eduardo Agualusa, Teoria Geral do Esquecimento, Lisboa: Publicações D. Quixote, 2012, p. 37

sábado, 30 de setembro de 2017

Ich...









"eu ostra cismo

cá com minhas pérolas

.

.

.

cacos no abismo"



José Eduardo Agualusa, Teoria Geral do Esquecimento, Lisboa: Publicações D. Quixote, 2012, p. 85

So gefragt...








"Hoje não aconteceu nada. Dormi. Dormindo sonhei que dormia.
Árvores, bichos, uma profusão de insetos partilhavam os seus
sonhos comigo. Ali estávamos todos, sonhando em coro, como uma
multidão, num quarto minúsculo, trocando ideias e cheiros e carícias
Lembro-me que fui uma aranha avançando contra a presa e a mosca
presa na teia dessa aranha. Senti-me flores desabrochando ao sol,
brisas carregando pólenes. Acordei e estava sozinha. Se, dormindo,
sonhamos dormir, podemos, despertos, acordar dentro de uma
realidade mais lúcida?"


José Eduardo Agualusa, Teoria Geral do Esquecimento, Lisboa: Publicações D. Quixote, 2012, p. 41

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Seltsamkeit







"Estranho fruto é a morte
suportando-se, frágil,

por linha vegetal imperfeita,
na pesada árvore

que não vemos,
que não veremos,

que não queremos ver,
nunca, nunca."


                                                                                 Luís Quintais, "Here is a strange and bitter crop", in depois da músicaLisboa: Tinta da China, 2013,  p. 48

Erschaffung






"Fazer justiça
 à vertigem
 do mundo."

Luís Quintais, "Poesia", in depois da músicaLisboa: Tinta da China, 2013,  p. 68

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Geburtstagswünsche





"É apenas mais um dia na terra, dizes, e apresso-me de encontro à menoridade de todos os começos: lírica, escura, pressurosa métrica tomada de assalto pela luz de Inverno sobre o vidro da mesa."


 Luís Quintais, "Mesa", in despois da música, Lisboa: Tinta da China, 2013, p. 7



sábado, 9 de setembro de 2017

Zauberwort





"Que pena eu nunca ter tido a coragem de lhe dirigir essa palavra mágica."

Fredrico Lourenço, Amar não acaba, Lisboa: Edições Cotovia, 2004, p.  37