Não não mereço esta hora eu que todo o dia fui habitada por tantas vozes que exerci o comércio num mercado de palavras Não mereço este frio este cheiro tudo isto tão antigo como os meus olhos talvez mesmo mais antigo que os meus olhos
Não era afinal isto que esperava não era este o dia
Ruy Belo, Todos os Poemas, Lisboa: Assírio & Alvim, 2000, pp. 50 e 66 (com alterações).
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