"desligámos a palavra do seu sangue entre nós circula apenas um silêncio disfarçado e um terror que não cuidamos é possível entrever as lâminas por baixo da voz ferindo a finíssima pele, a vaga atenção, os pulsos frios e sem mistério estendemos as mãos como ramos nus atravessando o rigor líquido da noite abrimos os livros, os mapas, os olhos mas as entrelinhas estão há muito desabitadas"
Vasco Gato, Imo, V.N. Famalicão: Quasi Edições, 2003, p. 46
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