"Quero um dia para chorar. Mas a vida vai tão depressa! - e é preciso deixar contida a tristeza, para que a vida, que acaba quando mal começa, tenha tempo para se acabar. Não quero amor, não quero amar... Não quero nenhuma promessa nem mesmo para ser cumprida. Não quero a esperança partida, nem nada de quanto regressa. Quero um dia para chorar."
Cecília Meireles, O Instante Existe, Cascais: Arte Plural Eds., 2003, p. 32.
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