"Nasce mais uma vez, Menino Deus! Não faltes, que me faltas Neste
inverno gelado. Nasce nu e sagrado No meu poema, Se não tens um
presépio Mais agasalhado. Nasce e fica comigo Secretamente, Até
que eu, infiel, te denuncie Aos Herodes do mundo. Até que eu,
incapaz De me calar, Devasse os versos e destrua a paz Que agora sinto,
só de te sonhar."
Miguel Torga, Natal, in "de natal em busca", Ed. Pássaro de Fogo, 2006, p. 48
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